11 de fev. de 2011

Números mostram crescente quantidade de cristãos iraquianos deslocados

IRAQUE - Cresce número de cristãos iraquianos deslocados que buscam refúgio no norte do país à medida que a insegurança leva as famílias saírem de suas casas, de acordo com a Organização Internacional para Migração (OIM).

IRAQUE (8º) - Cresce número de cristãos iraquianos deslocados que buscam refúgio no norte do país à medida que a insegurança leva as famílias saírem de suas casas, de acordo com a Organização Internacional para Migração (OIM).

O recente relatório revelou um número estimado de 1.078 famílias cristãs que fugiram para o Curdistão, a região autônoma governada pelo Governo Regional Curdistão, dentro dos últimos três meses. Do total, 747 ocorreram desde o dia 15 de dezembro. Outras 276 famílias foram deslocadas para a província vizinha Ninewah no noroeste, durante esse período, enquanto muitos mais que permaneceram indicaram também planos de mover-se.

Apesar de o relatório ter avaliado a situação dos cristãos deslocados internamente no país predominantemente muçulmano, também enfatizou que muitos buscaram refúgio nos países vizinhos, particularmente na Turquia.

“Os monitores do Portas Abertas relatam, entretanto, que eles ouvem de muitas emigrações no exterior e muitos esperam emigrar no futuro,” disse o oficial do Monitoramento de Deslocamento OIM, Keegan de Lancie, à Agência France-Presse. “Colegas na Turquia relataram um aumento nas famílias cristãs buscando refúgios lá.”

De Lancie também observou que as famílias cristãs do Iraque geralmente se compõem de quatro a cinco membros.
O movimento de imigração de cristãos para o norte tem aumentado apesar dos esforços das forças de segurança iraquianas, em aplicar medidas de proteção reforçada para o grupo minoritário. Essa população tem declinado rapidamente desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003. Antes de 2003 havia aproximadamente 1,4 milhões de cristãos no país. Hoje, há uma estimativa de que 400.000 permanecem.

O ataque mortífero em 31 de outubro da Igreja Nossa Senhora da Salvação em Bagdá provocou o êxodo recente de cristãos. Durante esse massacre, 15 militantes ligados à Al Qaeda atacaram o culto de domingo, deixando 44 fiéis e três sacerdotes mortos.

O grande afluxo de cristãos no norte levou ao aumento dos preços de hospedagem, com preços de aluguel na pequena cidade de Ainkawa no norte da capital do Curdistão Arbil, passando de cerca de 200-300% desde novembro.
Curdistão iraquiano é conhecido como um porto seguro no outro lado do país perigoso, tendo permanecido relativamente calmo desde 1991, durante o qual a região se tornou um enclave semi-autônomo sob a proteção do Ocidente.

A OIM tem feito parceria com diversas organizações, incluindo a UNICEF, para fornecer produtos não alimentares, tais como colchões, fogões e kits de higiene para cerca de 600 famílias cristãs deslocadas tentando se estabelecer no norte províncias de Erbil, Dahuk, Sulaymaniyah e Ninewa.

URGENTE: Shi Weihan é liberto da prisão

CHINA  - No dia 09 de fevereiro, o cristão chinês Shi Weihan foi solto, após cumprir a pena de três anos de prisão, segundo uma fonte que pediu anonimato.
 O cristão chinês tinha uma livraria que, segundo fontes, tinha permissão legal para funcionar, porém em 2009 ele foi preso por “trabalho ilegal” e obrigado a pagar uma multa de 150.000 yuans (US$ 21.975,00).

O tempo de prisão anterior à pena recebida é contado e descontado do período seguinte, por isso a sentença considerou o período de 28 de novembro de 2007 (primeira prisão) a 27 de novembro de 2010, uma vez que ele já estava preso antes do julgamento.

Shi Weihan está com os familiares e, até o momento, não há mais informações a respeito de sua libertação. Para conhecer mais sobre sua história, clique aqui.

Pedidos de oração:


  • Ore por Shi Weihan e sua família, para que haja muito amor e união, mesmo depois de tantos anos separados. Ore por segurança e pela saúde de Shi e sua família. Durante a prisão ele esteve muito doente.
  • Ore para que a família supere tudo o que passou e não haja traumas, principalemente nas filhas dele.
  • Ore pela igreja chinesa, que tem ainda tantos cristãos presos.

Sul do Sudão votou esmagadoramente pela independência

SUDÃO (35º) - Cerca de 99% dos eleitores no referendo de janeiro foram a favor da divisão do maior país da África. Até julho, a mais jovem nação do mundo será criada e a África ganhará seu 54º estado.

Na segunda-feira, dia 7 de fevereiro, o presidente Al-Bashir emitiu um Decreto Republicano aceitando o resultado final do referendo, que apoia a separação do Sul, após a promulgação oficial dos resultados, em Cartum.

O resultado final foi apresentado formalmente ao presidente do Norte do Sudão, Omer Hassan Al-Bashir, pelo presidente da Comissão do Referendo do Sul do Sudão (SSRC, sigla em inglês), Mohamed Ibrahim Khalil, que disse que um total de 98,83% dos eleitores optou pela independência na semana do referendo.

"Declaramos nossa aceitação quanto à escolha do povo do Sul do Sudão e nos comprometemos a trabalhar para resolver as questões pendentes e estabelecer relações construtivas entre o norte e o sul do Sudão", informou um decreto lido pelo ministro dos assuntos presidenciais, Bakri Hassan Salih.

Khalil também disse que nenhuma contestação legal foi interposta contra o resultado e que o referendo foi realizado de forma "justa e transparente", segundo o jornal The Sudan Tribune.

Após a recepção dos resultados no Palácio Presidencial de Cartum, o presidente Al-Bashir disse que saúda a escolha dos sudaneses do sul.

O anúncio foi rápido para receber aceitação e gerar compromissos de reconhecimento de um número de países e organizações internacionais.

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse que se sentia honrado de anunciar a intenção dos Estados Unidos em reconhecer formalmente o Sul do Sudão como um estado soberano e independente em julho de 2011.

Em Londres, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, congratulou-se com os resultados do referendo e a reação positiva do governo de Cartum. Ele também prometeu que o Reino Unido continuará a apoiar a resolução das questões remanescentes.

O representante da União Europeia (UE) no Sudão, Carlo de Filippi, disse: "A UE aguarda com expectativa o desenvolvimento de uma estreita parceria e de longo prazo com o Sul do Sudão".

O Painel do Secretário Geral das Nações Unidas sobre o Referendo no Sudão, que foi criado a pedido dos sócios do CPA no sentido de acompanhar o referendo, deu processo de seu selo de aprovação.

Depois de décadas de guerra civil, a votação do Sul do Sudão pela independência é o último grande marco do acordo de paz de 2005.

Pedidos de oração

1. Ore pelo processo de construção do novo país.
2. Ore para que haja logo um acordo de paz entre o Norte e o Sul do Sudão baseado no pós-referendo, incluindo Abyei.
3. Ore por uma resolução das questões pendentes e para que os dois governos, Norte e Sul, tenham relações construtivas.
4. Ore pela igreja no norte do Sudão, já que terão de enfrentar novos desafios nos próximos dias.

Exército do Egito promete levantar estado de emergência em breve

Manifestantes pedem saída de Mubarak e prometem invadir palácio.
Presidente transferiu poderes ao vice, mas disse que fica no governo.

O Exército do Egito prometeu nesta sexta-feira (11) levantar o estado de emergência sob o qual o país vive desde 1981, "assim que as circunstâncias atuais terminarem".
Os militares também prometeram garantir uma eleição presidencial "livre e justa" em setembro, as mudanças na Constituição e a proteção da nação, que vive há 18 dias uma crise política sem precedentes, com fortes manifestações de rua pedindo a renúncia do presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder.
No comunicado, que foi interpretado como uma demonstração de apoio a Mubarak, o Exército também disse que não vai perseguir os "honrados cidadãos que rechaçaram a corrupção e pediram as reformas".
O comunicado do Exército deixa claro que os militares querem que a população encerre os protestos de rua.
O clima seguia tenso no Cairo, onde manifestantes contrários a Mubarak prometiam tomar as ruas, um dia após o líder ter transmitido os poderes presidenciais "de fato" para o vice, Omar Suleiman.
Insatisfeitos, egípcios se reuniam na frente do palácio presidencial para pedir sua saída imediata do poder e ameaçavam invadir o prédio. O Exército, que guarda o palácio, observava, mas não tentava impedir os manifestantes.
Não estava claro se Mubarak estava no local.
Os protestos prometiam se intensificar depois das tradicionais orações de sexta-feira. A oposição quer levar 20 milhões de pessoas às ruas das principais cidades, neste 18º dia de protestos.
Discurso
Na véspera, Mubarak frustrou os manifestantes que esperavam sua renúncia imediata e confirmou, em discurso na TV, que pretende continuar no governo até setembro, à frente da transição de poder. Ele também disse que iria transferir poderes ao seu vice, Omar Suleiman.
Sameh Shoukr, embaixador do Egito nos EUA, explicou que Mubarak transferiu todos os poderes da presidência para seu vice, mas permanece do chefe de Estado "de jure" (de direito). Questionado pela rede CNN se Mubarak continuava chefe de Estado, Shoukry explicou: "Ele continua chefe de estado de jure (de direito). Suleiman é o presidente 'de fato'", disse.



O embaixador disse que esta versão lhe foi contada pelo próprio Suleiman.
A decisão de Mubarak de ficar durante a transição irritou ainda mais a população local. Milhares de pessoas passaram a noite na praça Tahrir.
Em um discurso de tom patriótico, Mubarak afirmou que a transição no Egito em crise vai ocorrer "dia após dia"  até as eleições presidenciais marcadas para setembro. Ele prometeu proteger a Constituição durante todo o processo.
Mubarak disse que propôs emendas aos artigos 76, 77, 88, 93 e 189, e cancelou o 179, que dava poderes extras ao governo em caso de combate ao terrorismo.
O presidente afirmou que iria transferir poderes a Suleiman, segundo a Constituição, mas não esclareceu quando, até que ponto ou de que maneira isso ocorreria.
Em discurso posterior ao de Mubarak, Suleiman, -que já vinha liderando as negociações com a oposição- se comprometeu a tentar fazer "uma transição pacífica de poder" e pediu que os manifestantes acampados no Cairo voltem para casa.
A transferência de poder ao vice, segundo o ex-general, seria uma demonstração de que as reivindicações dos manifestantes estavam sendo respondidas pelo diálogo, e que as conversas com a oposição levaram a um "consenso preliminar" para resolver a crise.
 O presidente também pediu desculpas pela repressão aos protestos de rua dos últimos dias, disse que sentia muito pelas vítimas e prometeu punir os responsáveis.
 Ele afirmou que compreendia e estava de acordo com as reivindicações dos jovens e também disse que "não aceitaria ordem externas", em uma referência aos constantes pedidos de líderes internacionais pela democratização do país.
Ele afirmou que compreendia e estava de acordo com as reivindicações dos jovens e também disse que "não aceitaria ordem externas", em uma referência aos constantes pedidos de líderes internacionais pela democratização do país.
Mubarak também disse que as mudanças pretendem criar condições para anunciar o fim do estado de emergência, sob o qual governa desde o início, em 1981. Ele já havia prometido acabar com a medida, mas sem estabelecer data.
O presidente disse que o Egito permanecerá "acima dos interesses individuais" e que não deixará o país.
Oposição
O líder oposicionista Muhamed ElBaradei disse que o Egito "vai explodir", após o discurso de Mubarak. Ele pediu ao Exército que "salve o país". Já a Irmandade Muçulmana, principal grupo opositor, assumiu uma postura mais cautelosa e elogiou a transferência de poder.
Desde o início das negociações, no último domingo (6), a oposição reclama de "falta de clareza" do governo ao anunciar concessões, que vem emperrando o diálogo.
Possível renúncia
O discurso de Mubarak ocorreu após um dia marcado por vários relatos, muitos deles contraditórios, de que ele iria renunciar imediatamente.
 Pelo menos 300 pessoas morreram e 5.000 ficaram feridas na repressão das forças de segurança aos protestos, segundo a ONU.
O clima era antecipadamente de festa no país à medida que anoitecia, mas o discurso televisionado foi recebido negativamente nas ruas.
Os manifestantes continuaram pedindo a saída imediata do presidente, sem entender exatamente o significado concreto da sua fala.
Repercussão internacional
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que esperava que o Egito rume no caminho de uma democracia e não de uma nova ditadura. Ele foi o primeiro líder mundial a falar após o discurso de Mubarak.
O presidente dos EUA, Baravk Obama, disse que ainda não estava claro se a transição era "significativa e suficiente".
A primeira reação da Casa Branca à crise foi pedir uma "transição imediata", o que significava a renúncia de Mubarak, antes aliado americano. Mas depois o governo americano atenuou seu discurso e passou a defender apenas uma transição.
Israel
O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse na ONU que cabe ao povo do Egito "encontrar seu caminho", de acordo com a Constituição do país.
A crise política no Egito preocupa Israel, que considera o Cairo um fator de estabilidade na conturbada região do Oriente Médio.


PF faz megaoperação para prender policiais com ligação ao tráfico e jogo

Há mandados de prisão para 32 policiais civis, militares e delegados.
Ação conta com 580 agentes, dois helicópteros e quatro lanchas.

A Polícia Federal do Rio realiza, desde o início da manhã desta sexta-feira (11), uma megaoperação para prender policiais civis e militares e delegados de polícia suspeitos de ter ligação com traficantes, milícias e máfia dos caça-níqueis.

O chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, foi chamado para prestar esclarecimentos e, segundo a Secretaria de Segurança, pode colaborar com as investigações.
Ao todo são 45 mandados de prisão – sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policias militares - e 48 de busca e apreensão, na chamada Operação Guilhotina. Para cumpri-los, a ação conta com 380 policiais federais e 200 homens das forças estaduais, além de dois helicópteros e quatro lanchas.
De acordo com a PF, os suspeitos vendiam informações a milicianos e traficantes e pegavam produtos encontrados em operações da polícia para repassar aos criminosos. As investigações apontam, ainda, que o grupo tinha envolvimento com o tráfico de drogas e de armas e munições. Segundo a polícia, os suspeitos faziam a segurança de pontos de jogos clandestinos, como o bicho e máquinas de caça-níqueis.
Os policiais federais contam com o apoio da Secretaria de Segurança Pública, da Corregedoria Geral Unificada e do Ministério Público. Segundo a PF, a operação foi desencadeada após o vazamento de informações numa operação que era conduzida pela PF em Macaé, no Norte do estado, para prender o traficante Rupinol, comparsa do traficante Nem, na Rocinha.
PMs presos na quinta
Na quinta-feira (10), policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) prenderam quatro policiais militares suspeitos de comercializarem drogas. Segundo o delegado da Drae, Rodrigo Sebastian Santoro, eles trabalham no 5º BPM (Praça da Harmonia).
Em nota, a Polícia Militar informou que os quatro policiais seriam encaminhados para a Unidade Prisional da PMERJ e reafirmou "que não coaduna com qualquer tipo de desvio de conduta de seus policiais".